segunda-feira, 24 de março de 2014

       
                                          QUASE  NÁUFRAGO

                                                                           Pr.silon                                                                                                                      

Singramos mares, muitos mares, horas manso, com calmaria plena....

Sonhávamos,cantávamos, e amávamos...
Viver era aprazível, desejávamos que a vida , não tivesse fim,
Mas em certo momento...
Sopra ventos fortes e pouco a pouco transforma-se em tempestade....o sol se esconde e trevas assustadora desabam sobre o viajante,
O vento agora ruge e sibila sobre o mar agitado,
Tudo se move, o barco sem rumo e nada se vê no horizonte...
As esperanças se vão  acreditamos que o fim tenha chegado...
Foi-se os sonhos, os cânticos e os amores...
A morte parece sorrir, convidando ao fatídico desfecho...
Alguém sonha com ela desejando o fim,                 
As forças definharam, esperanças voaram...
Não há o que se possa fazer...então...
Num sussurro impercebível
Senhor, tudo está em tuas mãos...seja...
Os mastros caídos, os panos rasgados
As cordas às soltas,
O barco a deriva...
O mar agitado parece acalmar...e  pouco a pouco como um sonho, a calmaria voltou,
A calmaria voltou,
Os mastros erguidos,
Os panos  esteado,
O barco no rumo,
As cordas esticadas.
O Senhor dos mares que estando as ocultas

Espera a entrega, dos  desesperados...

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